Hoje venho tratar de um assunto meio tendencioso, mas que sempre estará em evidência, afinal seu poder é intranscendível. Ter o poder da palavra é, sem dúvida alguma, a forma mais letal de acabar com algo ou alguem. Isso mesmo, algo ou alguem. Com as interações nas mídias sociais, principalmente com a internet, a palavra tem agido como vilã e heroína ao mesmo tempo, protagonista de uma história que perdurará entre os séculos e ecoará durante várias e várias gerações. A internet nos proporciona divulgar nossas ideias, nossos ideais, e expor, aos interessados, uma opinião mais pessoal a respeito de certos assuntos e fatos, com o intuito de apenas desabafar num espaço frequentado por várias pessoas que concordaram e discordaram do que está sendo falado. Assim como era feito na Grécia antiga, a internet proporciona uma aproximação, não fisica mas intelectual, entre todos os grupos e classes, uma reviravolta e tanto no meio da comunicação. Daí vem o seu lado vilão. A manipulação da informação para o favorecimento de um grupo muito seleto de pessoas que nos fornecem as informações do dia-a-dia. Hoje qualquer empresário ou político de sucesso precisa ter, ou ser muito amigo de alguem que tenha um jornal, emissora de rádio ou emissora televisiva para fazer-se imagem e semelhança do Divino. O avanço da comunicação marcou o século XX com a revelação de fatos históricos que, até então, eram secretos e agora estão acessíveis. Mas também nos trouxe algo que, creio eu, é bem mais significativo. Esse avanço colocou em evidência algo que, aparentemente, veio para diluir: A dúvida. Mas não a dúvida antiga o “será aconteceu ou não aconteceu?”, mas a dúvida do “como aconteceu”. Até que ponto a manipulação da informação será ignorada por nós? Não tenho o intúito aqui de dizer que você não deve mais assistir televisão ou não ler mais jornal, questiono o modo como é feito. O fato de assistir ou ler a notícia, por si só, não nos manipula mas aceitar aquele texto como verdadeiro sim. Ver uma reportagem política feita por uma emissora, que descaradamente, é da oposição do governo atual terá lá suas distorções para benefício partidário e é nesse ponto que nós precisamos ter discernimento. Saber o que está se passando, procurar outras fontes de informação. Blogs, postagem em comunidades ligadas ao assunto, sites oficiais, procurar várias versões para o mesmo assunto. A grande pergunta que fica é só uma, e depois em qual acreditar? Essa parte ficará com você e caberá somente a você saber em que vai acreditar, afinal ninguem acreditará em algo que não quer ver. Por isso o único conselho que se pode deixar nessa hora é o de tentar ser impessoal ao máximo na hora de procurar notícias, impossível não acha? É, não se tem conselhos. Por isso faça-se critico e critique… busque resposta. Ser intelectual não é escutar Chico Buarque e Los Hermanos, fumar maconha na faculdade e se dizer alternativo. Ser intelectual é saber ser crítico sobre um assunto e não se deixar ser manipulado por qualquer ideia. Não falo isso para manipular ideias ou pessoas, tento apenas abrir os olhos de pessoas que se perderam na imensidão da intelectualidade atual, onde livros na estante é o que importa e as ideias são feitas de forma terceirizada.
Os que procuram diversas fontes e ainda assim não conseguem acreditar, são os desonestos.
ResponderExcluirPois é, as mídias socias são formadoras de opinião...Esse assunto é muito amplo.
ResponderExcluirRecentemente tive a oportunidade de assistir a apresentação de uma monografia do Curso de Direito, onde o aluno abordava esse assunto. Pode até aparentar q não há nada em comum entre Mídias em gerais e o Direito dos cidadãos. Há sim, se observarmos mas atentamente, alguns individuos são incriminados antes mesmo de haver uma meticulosa investigação...isso fere o direito de tal, todos são inocentes até que se prove o contrario. Agora imagine se a pessoa está sendo acusada de ter cometido um crime ediondo, pior imagine se este for à juri popular...Eu sou a favor da transparência, não sou a favor é de processos em andamento serem exposto de maneira q venha a prejudicar as partes. O que não falta são exemplos de casos q a mídia fez questão de sensacionalizar.