quarta-feira, 20 de julho de 2011

O que a sociedade esqueceu

Há tempos em que tudo parece ser importante para nós, o sentimentalismo aflora nossa pele e nos voltamos para tudo e todos. Numa sociedade em que, para uma certa maioria, só interessa o quanto e o que se tem todos procuram ajudar alguem para se livrar do peso da desigualdade histórica que ronda nossa gente. Pergunto eu, sem negar que qualquer ajuda é bem vinda para quem necessita, como uma pessoa consegue ajudar outra pensando em si? Será que não resta nada de dever cívico e até mesmo moral no interior destas pessoas? São perguntas que ecoaram por egos durante vários e vários anos e só cessaram quando a vontade de ajudar o próximo superar a vontade de se ajudar, ainda que indiretamente. Bancos promovem eventos beneficentes, ricos também o fazem, políticos berram que irão ajudar todos aqueles desamparados por eles. Todos falam,  falam e esquecem que quem necessita, necessita mais que promessas e ações exporádicas, necessita de muita coisa que estes, que prometem, tomaram-lhe. Contudo os que tanto necessitam e que foram esquecidos por muitos não perdem, e espero que nunca percam, a maior virtude da humanidade a vontade mudar.

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